PAIS PERMISSIVOS : SUA MAJESTADE A CRIANÇA.
- Minapsicologa
- 6 de out. de 2019
- 4 min de leitura
Caros leitores, quero iniciar esse texto enfatizado que não é fácil ter filho, acredito que é fundamental admitirmos isso. Caso contrário, nunca chegaremos a um entendimento dos problemas que cercam o desenvolvimento do processo de educação e aprendizado da vida. Acredito, que todos nós já presenciamos crianças chorando, chantageando e/ou batendo nos pais , isso para a plateia é extremamente irritante (sincerona há há), porém seria mais interessante transformar essa irritação em reflexão, coisa que beneficia os pais e os futuros pais.
Existem pais autoritários, permissivos, negligentes E assertivos.
No caso , dos pais autoritários, por exemplo , enxergamos um certo nível de egoísmo no sentido de inflexibilidade, são pessoas que pensam de forma rígida, sua verdade é a única que basta , enquanto a criança é percebida como extensão das vontades dos pais , e não como um pessoa singular, com sentimentos, pensamentos e emoções.
No entanto, os pais permissivos, exercem o outro extremo, da liberdade praticamente indiscriminada, sem exigências que organizam o mundo da criança, para aprender a viver em sociedade e administrar os próprios sentimentos frente um mundo desafiador.
A permissividade excessiva é definitivamente um risco para as crianças, a família é o protótipo, o episódio piloto para o desdobramento do resto da vida, o ambiente formador de um indivíduo, da criança que se tornará adulta. Quando essa pequena pessoa é tratada como uma eterna majestade, as coisas começam a ficar desniveladas por causa da dualidade, de um lado os pais constroem o mundo perfeito onde vontades devem ser saciadas, e pelo outro lado, o mundo real mostra a dura realidade das frustrações e regras.
Numa perspectiva geral a família vem sofrendo modificações, assim como toda a sociedade, surgiram novas formas de exercer a parentalidade, consequentemente os valores e educação são transferidos através de novos métodos. E acreditem isso é bom, tivemos mudanças cruciais, estamos em um processo de democratização, igualdade, discussão e novas configurações.
A família pode ser:
· Pai e Mãe
· Mãe e Mãe
· Pai e Pai
· Apenas a Mãe
· Apenas o Pai
· Avós/Tios
· Dentre outros
NÃO IMPORTA O TIPO. FAMÍLIA É LAÇO, RELAÇÃO E AFETO.
Mesmo com o pensamento contemporâneo há muito a ser pensado e feito nas relações familiares como um todo, novos tempos proporcionam também desafios e problemas a serem combatidos.
Atualmente algumas famílias não conseguem controlar o comportamento dos filhos, veem o seu próprio papel perdido diante de um lar com filhos autoritários, caprichosos e sem a minima capacidade de enxergar necessidades das pessoas que o cerca.
MATERNIDADE/PATERNIDADE não é fácil (tenham sempre isso em mente)
Os limites fazem parte da vida, possuímos responsabilidades que auxiliam no andamento do bom convívio social, a família é o primeiro contato de um ser humano, nela aprendemos a falar, andar e todas as outras necessidades físicas, sociais e psicológicas. A firmeza dos pais em limitar comportamentos errados, direciona a criança para o aprendizado dos direitos e deveres, e da noção que o direito dela, acaba quando o direito do outro começa.
Não existimos sozinhos, a rainha está na Inglaterra e não em nossas casas, educar é preparar para o mundo e pensar no desempenho futuro que desejamos para os nossos filhos. Sabemos, que é prazeroso fazer a felicidade dos pequeninos, mas, esse tipo de felicidade é passageira, e nem tudo que eles querem, precisam, e tenha certeza que a própria criança, mesmo sem saber, clama por um mundo organizado, com limites saudáveis.
Educar o filho não significa impedi-lo de ser, mais ensiná-lo a se tornar.
Crianças são esponjas, que absorvem tudo ao seu redor, internalizando e incorporando na psiquê e comportamento, a falta de limite reflete na dificuldade de aceitar frustrações, gerando respostas negativas como: ataques de raiva, instabilidade, distúrbios de conduta, desrespeito entre outros comportamentos ruins.
É necessário um relacionamento recíproco entre os pais e filhos, essa é a chave para uma educação assertiva, responsável, democrática e firme. Uma nova dualidade é apresentada, aqui os pais aplicam limites e mesmo assim dão voz aos filhos, incentivam autonomia, apoiam emocionalmente , empoderam e desenvolvem com a criança responsabilidade e capacidade de fazer escolhas.
Por fim, devemos expandir a reflexão para outros pontos, como a falta de informação e percepção sobre os problemas no processo de educar outro ser humano, que depende e se espelha em você, mas não é você.
É preciso olhar para os pais como pessoas singulares, muitos trabalham fora e ainda exercem o trabalho que é ter filhos, não sejamos negligentes com a realidade , pode-se amar os filhos , com todas as forças, e ainda assim se cansar, frustar e até se desesperar, rs. Cuidar da casa e da criança, não significa ter menos trabalho ou cansaço , pelo contrario, aquele que fica no lar , recebe demandas fortes de trabalho estresse.
A confusão pode estar justamente na falta de entendimento dos pais como sujeitos que precisam de espaço , descoberta e vida , além do filho e com o filho. A terapia é um processo fundamental para os pais como pessoas diante dos próprios conceitos , sentimentos e ações, ou seja, conflitos emocionais, conjugais e afetivos afetam a família .
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